Foto: Bloomberg Línea
As autoridades dos Estados Unidos reconheceram hoje que a reconstrução da ponte de Baltimore, que colapsou na madrugada de terça-feira após ser atingida por um navio cargueiro, representará um desafio complexo e dispendioso. Priorizaram a reabertura do tráfego fluvial como uma medida urgente.
"Ainda não temos uma compreensão completa do estado das seções restantes da ponte ou das infraestruturas subaquáticas, então a reconstrução não será simples, rápida ou econômica.
No entanto, estamos comprometidos em lidar com essa situação", afirmou o secretário dos Transportes, Pete Buttigieg, em uma coletiva de imprensa.
Buttigieg, acompanhado pelo vice-almirante Peter Gautier, vice-comandante das operações da Guarda Costeira dos Estados Unidos, fez essas declarações após uma reunião com o presidente Joe Biden na Casa Branca.
Ele assegurou que a administração está totalmente empenhada em apoiar o processo de recuperação e reconstrução.
O Departamento de Transportes identificou quatro prioridades: reabrir o porto, resolver as interrupções na cadeia de abastecimento, reconstruir a ponte e lidar com as implicações para o transporte terrestre durante o processo de reconstrução.
A Guarda Costeira e o Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA coordenarão esforços para desobstruir o canal e reabrir o porto para retomar as operações normais.
Além disso, expressaram preocupação com o impacto econômico local, uma vez que cerca de 8.000 empregos diretos estão ligados às atividades portuárias, e reconhecem que as consequências se estenderão para além da região.
O navio cargueiro "Dali" colidiu com um pilar da ponte Francis Scott Key, levando-a a desmoronar e afundar no rio, juntamente com vários veículos. Após buscas, a Guarda Costeira declarou que os seis desaparecidos, devido à hora e às condições climáticas, foram presumidos mortos.
Embora não haja indícios de que o incidente tenha sido um ato terrorista, o FBI juntou-se às investigações.
A ponte Francis Scott Key, a maior de Maryland, foi construída sobre o rio Patapsco entre 1972 e 1977 e suportava o tráfego de mais de 11 milhões de veículos por ano.
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